❝ My Angel — Capítulo 3

❝ Seduction

- Hora de acordar bela adormecida – ele sussurrou, depositando pequenos beijos por meu rosto e meu ombro, fazendo com que calafrios percorressem meu corpo.
Eu já estava acordada há algum tempo, porém estava com medo de abrir os olhos e perceber que toda a noite havia sido apenas um sonho.
Meus temores iram inúteis, afinal, eu estava no acalento dos braços de meu amor. Isso eu jamais teria criatividade o suficiente para imaginar.
Ele realmente estava ali comigo e a mágica noite que nós passamos juntos havia sido real.
Acordar nos braços dele era a maior prova de que tudo era real.
Abri meus olhos.
Será que alguma outra manhã havia sido tão radiante em minha vida quanto aquela?
- Bom dia – sorri, enquanto Edward acariciava meu rosto com um sorriso lindo no rosto. O brilho intenso de seus olhos e o sorriso de felicidade já falava por si só.
Definitivamente, não. Nenhuma outra havia sido tão perfeita como aquela.
- Bom dia, meu amor – sussurrou e então ele beijou levemente meus lábios – tudo bem? – perguntou.
- Uhummm... – assenti - Que horas são? – perguntei olhando para as janelas, onde as cortinas brancas que se movimentavam lentamente com a brisa. Pela pouca claridade, o dia ainda devia estar nascendo.
- Deve ser um pouco mais de seis horas da manhã, de acordo com o fuso horário daqui.
De repente me lembrei de uma coisa, ou melhor, de alguém.
Alice.
Meu Deus, ela havia saído ontem para deixar Edward e eu conversar a sós.
Aonde ela havia ido?
Espera aí, será que ela havia passado a noite na sala da cabana?
Senti meu rosto queimar de tanto que esquentou e corou.
E se... E se ela tivesse ouvido alguma coisa do que aconteceu entre mim e Edward durante a noite?
Não havíamos feito amor apenas uma vez... Haviam sido quatro!
Uma na calada da noite e três durante a madrugada. Digamos que a palavra dormir, não se aplicou naquela noite.
Quanto mais eu pensava sobre o assunto, mais meu rosto esquentava.
- O que foi, meu anjo? – perguntou tocando meu rosto em brasa.
- Alice – pronunciei o nome dela meio desesperada - Onde ela está?
- Hummm... não sei. Ela saiu ontem à noite e nos deixou. Pelo que vi na mente dela antes dela sair, ela foi caçar – deu de ombros.
- Hummm... – franzi a testa.
- Isso ainda vai me deixar louco – ele suspirou - Bella no que está pensando, meu amor?
- Nada demais – murmurei pouco convincente.
- Nada demais? – deu risada – Então, porque essa cara de preocupação, meu amor? Esta vermelha como um tomate...
- Não estou preocupada... Só... – envergonhada, pensei em dizer, mas constrangida também servia.
A noite havia sido perfeita, regada a muito amor, paixão, desejo e carinho. Mas, só de pensar que alguém poderia ter ouvido tudo o que aconteceu, meu rosto já queimava de vergonha, mesmo que esse alguém seja a minha melhor amiga Alice.
De repente Edward nos girou na cama, me puxou para cima dele e me beijou de forma lasciva.
Suas mãos segurando os fios de meu cabelo na minha nuca e percorrendo meu corpo nu por debaixo dos lençóis.
Se ele queria me enlouquecer estava tendo muito sucesso.
Calafrios começaram a percorrer a minha pele e meu corpo começou a esquentar violentamente tornando-se febril. O desejo e a paixão tomando conta por completo de mim novamente, alastrando-se por todo o meu corpo.
Minhas unhas arranharam seu peito e em resposta ele puxou o meu cabelo ao mesmo tempo em que um gemido ecoava sua garganta enquanto nos beijávamos despudoradamente. Edward nos girou novamente na cama de modo que ele pudesse ficar por cima de mim agora.
Seus lábios deixaram os meus por um breve instante.
- E então... Ainda não vai me dizer o que esta pensando? – sussurrou com a voz rouca de desejo no meu ouvido.
- Não, eu não vou – sussurrei, provocando-o com as minhas unhas que raspavam vagarosamente suas costas.
Então era essa a intenção dele ao me provocar e seduzir?
Que golpe baixo!
Seus lábios foram descendo por meu pescoço, minha clavícula, meu colo até chegar ao vão entre os meus seios. O toque de seus lábios naquele ponto tão sensível fez com que um gemido escapasse por meus lábios.
Meu corpo queimava e doía clamando pelo dele.
Eu o queria. Eu o desejava. A tentação que ele exercia sobre mim era poderosa demais.
Seus lábios voltaram para os meus novamente e ele me beijou daquela mesma maneira ardente que me fazia perder o juízo.
Se ele estava querendo me torturar estava conseguindo.
- Sabe que não tem como esconder as coisas de mim, senhorita Isabella – sussurrou entre meus lábios.
- Hummm... será? – provoquei com um sorriso diabólico nos lábios - Até onde eu sei você não pode ler a minha mente, ou será que pode?
Ele parou de me beijar e me olhou intensamente nos olhos. Seus olhos dourados brilhavam.
- Você sabe que não e adora isso – ele deu um sorriso.
- Claro. Você não ia querer saber o que eu penso, mas como hoje eu estou boazinha, vou dizer. No momento... o que eu estou pensando é que ler a minha mente é o que você mais deseja na vida... – enrosquei meus dedos nos fios de seu cabelo cor de bronze.
- Não é o que eu mais desejo na vida – sussurrou.
- Então o que é? – perguntei.
Ele voltou a me beijar.
- Hummm... Não consegue imaginar o que, amor? – sussurrou entre meus lábios.
- Não.
- Você – sussurrou beijando meu pescoço.
- Eu já sou sua. Para sempre – sussurrei ao mesmo tempo em que minha respiração se acelerava quando ele desceu seus lábios por meu ventre, fazendo com que mais uma vez me corpo doesse e queimasse clamando por ele.
- Minha... Tentadora... Minha... Provocante... Minha... Cantante... Minha... Perdição... – sussurrou vagarosamente descendo os lábios por meu ventre cada vez mais baixo.
- Sua... somente sua... – arquejei com a respiração acelerada, enquanto meu coração batia num ritmo acelerado.
- Minha? – sussurrou subindo novamente os lábios por meu ventre, até chegar aos meus seios enrijecidos.
- É... – sussurrei - Edward... – seu nome saiu por meus lábios mais como um gemido ao mesmo tempo em que eu agarrei os fios de seu cabelo.
- O que você quer amor... hum? – sussurrou contra a pele dos meus seios que pareciam clamar pelo toque de suas fortes e másculas mãos, assim como todo o meu corpo. Parecia que Edward podia ler os desejos de meu corpo. Suas mãos tocaram com desejo os meus seios e quando ele o fez, um gemido alto escapou por meus lábios.
- Você – arfei, sentindo seu toque em meu corpo.
- E o que você quer que eu faça? – sussurrou com a voz completamente rouca no meu ouvido.
- Eu quero você... você dentro de mim  - sussurrei. E lá se foi o meu pudor.
Depois da noite de ontem e da madrugada, eu nem achava que eu ainda tivesse isso – pudor.
- É isso mesmo que você quer? – sussurrou beijando meu pescoço, subindo lentamente por meu queixo até chegar na minha boca.
- Sim... Quero que você me ame novamente – sussurrei. Seus lábios voltaram para os meus no mesmo instante, beijando-me com volúpia.
E então num ato um tanto apimentado e completamente envolto pelo desejo e pela luxuria, Edward conectou nossos corpos fazendo com que mais uma vez nos tornássemos um só. A sensação naquele momento foi simplesmente... maravilhosa. Não havia palavras o suficiente para descrever as sensações ao senti-lo dentro de mim. Amando-me, desejando-me e acalentando-me cada vez mais à medida que ele se movimentava dentro de mim, penetrando cada vez mais fundo em meu intimo.
Nossos corpos e nossas almas eram uma só, assim como nosso amor. E aquele ato físico que só comprovava o que eu já sabia.
Nós pertenceríamos um ao outros para sempre, afinal o nosso amor não era apenas carnal era espiritual. Edward era a minha alma gêmea e sem ela eu não podia viver.
Afinal, o amor entre almas nunca morre. É eterno.
E o nosso era assim. Para sempre.
Sem ele eu me sentia vazia. Sem vida. Com ele eu me sentia completa. Feliz.
Felicidade. Era esse o nome certo. Edward era toda a minha felicidade.
Na vida poucas pessoas têm a chance de conhecer o poder puro e verdadeiro do amor e da felicidade. Alegria, carinho, afeto... Isso é fácil de encontrar e na maioria das vezes as pessoas confundem as coisas. Mas há uma grande diferença entre alegria e felicidade.
Alegria é aquilo que é momentâneo, aquilo que você tem apenas durante determinado momento e depois passa. Alegria é algo passageiro. A felicidade não.
A felicidade você sente em cada célula de seu corpo, sente em cada doce melodia no ritmo da batida do coração, sente em cada perfume no ar... E é algo duradouro.
Edward havia me mostrado que a felicidade existe sim. E eu a tinha somente ao lado dele e aquele momento de prazer era apenas um pedaço da nossa felicidade.
Meu corpo se contraia cada vez mais contra o dele à medida que os movimentos de seu corpo tornavam-se mais fortes e vorazes dentro do meu e quanto eu achava que não podia ficar melhor, ele atingia pontos dentro do meu corpo completamente profundos que me levavam ao delírio, provocando-me pequenos espasmos de prazer. O calor e o prazer penetravam profundamente cada celular do meu ser. Parecia que meu corpo não era forte o suficiente para suportar tanto amor, tanto desejo... tanta paixão!
Em meio aquele ato de amor, mais uma vez eu me perdia em mim mesma. Eu já não sabia mais quem eu era e muito menos onde eu começava e ele terminava. Mas isso não me importava.
Ele estava dentro de mim. Éramos um só e Edward me possuía de tal maneira que eu era ele, nós realmente havíamos nos tornado um só. Meu corpo era o seu corpo. Minha alma era a sua alma.
O gelo de sua pele queimava a minha em chamas, mas não de uma maneira ruim. As sensações que ele me provocavam era indescritivelmente maravilhosas.
Fogo e gelo se consumindo lentamente naquela união carnal.
O cantar dos pássaros que marcavam o inicio da manhã era quebrado por gemidos e sussurros de prazer incontroláveis, que completavam a perfeição do momento e estimulavam cada vez mais tudo o que poderíamos sentir um com o outro naquela união tão certa e incerta. Eu havia entregado tudo de mim a ele durante aquela tórrida noite de amor que tivemos e agora mais uma vez eu me entregava a ele movida pela paixão.
Meu corpo, minha alma, meu coração, minha vida. Todo o meu ser, toda a minha essência pertencia a Edward. Por toda a eternidade.
Pequenas labaredas de calor que afogueavam meu corpo se tornaram irracionalmente mais quentes e mais prazerosas e então eu senti que o êxtase do prazer se aproximava novamente de uma maneira tão intensa quanto antes. A temperatura do meu corpo por incrível que pareça continuava a aumentar cada vez mais, os movimentos dele dentro de mim se tornaram cada vez mais rápidos e fortes, mas parecia que meu desejo por ele nunca tinha fim.
Minhas unhas mais uma vez cravaram nos músculos de suas costas fazendo com que um gemido rouco ecoasse por sua garganta ao mesmo tempo em que ele sugava com volúpia e desejo meus lábios, naquele beijo intenso e selvagem.
E então o inevitável aconteceu. Nós estremecemos juntos enquanto o êxtase do prazer nos consumia por completo, fazendo com que eu sentisse seu mel escorrer por dentro do meu corpo de maneira intensa e única. Um grito de libertação ecoou por minha garganta naquele momento, abafado pelo beijo intenso de meu eterno amante.
Edward apoiou as mãos a minha volta, mantendo o equilíbrio de seu corpo sob o meu, com a respiração tão acelerada quanto a minha. Ele encostou sua testa na minha e deu um sorriso cansado, o que era novidade pra mim, afinal, ele era um vampiro. Imortal.
- Você me faz perder o controle de mim mesmo, amor – sussurrou.
Sorri.
- E você, o juízo – brinquei acariciando seu rosto, enquanto ele sorria.
- Como eu amo você, minha bruxinha – sussurrou e me deu um beijo.
- Bruxinha? – dei risada.
- Sim, você é a minha bruxinha. Que me enfeitiçou com esse olhar doce e sereno de menina, porém com jeito e corpo de mulher. Inocente, boa e pura como uma menina, mas tentadora como uma mulher.
- É assim que você me vê? – sussurrei, maravilhada com o que ele dizia.
- É. Você me encantou e me enfeitiçou Bella. Eu te amo mais do que minha própria vida. Eu a amo do jeito que você é. Sinceramente, eu não mais como viver sem você. Tudo mudou depois que eu te conheci. E nada será como antes – sussurrou acariciando meus lábios, olhando intensamente em meus olhos.
- Não consigo mais me lembrar de como era a minha vida antes de te conhecer. Eu tenho a sensação de que ela só começou depois que nós nos conhecemos – confessei.
- Eu digo o mesmo, meu amor – sorriu. – Esperei mais de um século por você e quando te encontrei, encontrei a razão da minha existência. Eu não estava brincando quando disse que você era tudo pra mim, Bella. Sem você, nada faz sentido. Não existe vida pra mim sem você, por isso eu vim pra Itália e pedi para os Volturi me matarem. Eu achava que você estava morta, e viver num mundo onde você não exista... – ele deu um suspiro e fechou os olhos. – Eu simplesmente não posso.
- Você não tinha como saber que eu viria... como assim esperou por mim mais de um século? – perguntei.
- Dizem que as mães têm um sexto sentido que podem prever as coisas pros filhos. Antes de morrer, minha mãe disse algo pra mim. Ela estava certa, e eu só vejo isso agora que te encontrei.
- Sua mãe, Elizabeth?
- É. Ela iria gostar de você se tivesse te conhecido – sorriu.
- Será? – indaguei, arqueando minhas sobrancelhas.
- Ninguém seria louco pra não gostar de você, meu amor. É tão doce e pura, eu diria que seria impossível dela não aprovar nosso relacionamento. – sussurrou com um sorriso e eu me perguntei por um momento, que lembranças ao falar em sua mãe permeavam sua mente.
Edward deitou-se ao meu lado e me envolveu no carinho e no acalento de seus braços. Deitei minha cabeça sobre seu peitoral bem definido e fechei os olhos enquanto ele acariciava minha cabeça. Meu corpo relaxou naquele momento, liberando qualquer tensão presente. Eu estava nos braços dele e não poderia haver nada melhor do que isso.
- O que ela disse pra você? – perguntei de olhos fechados.
- Hummm? – ele parecia estar distraído.
- Você acabou de dizer que sua mãe disse algo antes de partir. O que foi? – questionei com curiosidade de olhos fechados.
- Naquela época, tudo o que eu pensava era em me tornar um soldado e ir para a guerra, trazer a glória e a honra para a minha família. Meu pai, não discutia sobre isso. Ele sempre me dizia para fazer o que eu achasse melhor, mas que toda decisão tinha sua conseqüência, já minha mãe fazia de tudo para tirar essa idéia da minha cabeça. Desconfio até que ela tenha induzido certas moças da cidade a darem em cima de mim, na esperança de que eu me interessasse por alguma e desistisse dessa idéia. – ele deu risada.
- Sério? – abri os olhos e sorri.
- Sim, mas eu não a julgo. Ela só queria me proteger, mas então a gripe se alastrou. Primeiro meu pai morreu, depois eu fiquei doente e minha mãe também. Ela cuidou de mim até o último dia de sua vida, ignorando qualquer possibilidade de cura própria, mas antes de partir ela segurou minha mãe e disse algo que me perturbou durante anos.
- E o que foi?
- “Edward meu filho, há uma bondade e uma serenidade fora do comum dentro de você. Terás uma longa jornada em sua vida, cheia de dor, sofrimento e sacrifícios. Mas lembre-se: depois da tempestade vem a calmaria. Depois do anoitecer, vem o amanhecer. Tempos negros são recompensados com tempos de luz e tempos de dor, são recompensados com amor. E essa é a maior força do universo. O amor. Nunca se esqueça disso, querido.” – sussurrou as palavras de sua mãe que me deixaram sem fala.
- Nossa... – foi a única coisa que eu consegui sussurrar.
- Eu sei, ficou sem palavras – ele sorriu e deu um beijo no meu cabelo.
- Isso mesmo, mas eu ainda não entendi. Em que ela estava certa? – perguntei, apoiando-me nos braços para olhar nos seus olhos.
- Em tudo. Mas principalmente em “O amor é a maior força do universo”. – ele sorriu e tocou os meus lábios, acariciando meu rosto. - Descobri isso depois que te conheci, meu amor.
Deus, como ele me amava. Somente naquele momento eu tive certeza da imensidão do que ele sentia por mim.
Eu também o amava, mais do que tudo, mas eu era somente humana. Eu era tão simples pra alguém como ele, não fazia sentido ele me amar. Seria eu tão digna do amor dele?
Sorri e o meu sorriso refletiu em seus olhos e em seus lábios quando ele sorriu também, puxando meu rosto para o seu e selando nossos lábios num beijo cheio de carinho e amor.
- Eu amo você. Mais do que tudo, mais do que minha própria vida – sussurrei com um sorriso, pressionando meus lábios mais uma vez nos seus.
- Ah, minha Bella... – ele suspirou e eu deitei novamente em seu peito escutando o silêncio tão acolhedor de seu coração – Pensei que eu fosse enlouquecer durante esses meses longe de você.
- Somos dois – dei risada. – Mas passou. Tudo aquilo acabou – disse e então me dei conta de que aquelas palavras eram inteiramente verdadeiras.
E então as palavras da mãe de Edward preencheram minha mente: Depois da tempestade vem a calmaria.
Edward me abraçou.
- Acabou, meu amor. Tudo ficará bem. – sussurrou no meu ouvido.
- Finalmente – murmurei.
- Esta cansada? Durma um pouco, mais tarde te acordo.
- Não, não estou cansada. Só quero ficar aqui, com você. – sussurrei, sorrindo de olhos fechado.
- Para sempre? – perguntou beijando minha testa.
- É. Para sempre. – sussurrei me aconchegando nos braços de meu amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 
Template feito por Nathalia Almeida, exclusivo para disponibilização no Single Themes. Não retire os créditos!